É a gota d’água, ficar olhando acima de todos. Ninguém olha para cima a menos que lhes jogue algo sobre suas cabeças desnudas.
Os decotes são mais visíveis do alto, cortes nas roupas mal feitas, sapatos estragados por andares tortos, vicissitudes perdidas na multidão. O padrão é ser diferente, esquisito.
Apressados carneiros, assados ficam mais apetitosos, as peles avermelhadas marcadas por tons mais claros como tatuagens tribais. Canibais.
Devoro cada um deles em fantasias compondo um carnaval de melodias, nota a nota. Notem, sou eu que estou tocando sem mãos, a olhos vistos. Antenas portáteis que cruzam espaços preenchidos por corpos deformados na lente, gente.
Teleguiados é o que são, enviados por algo imaterial que se lança de um espaço ao outro, A e B, explodindo em risadas, choros, rosnados, grunhidos e passos largos.
Atiro letras picadas ao vento, insultos desmembrados que não podem ser compilados, complicados, ninguém lê. Vivem informados apenas pelos donos, arrastando suas tripas tensas para compor uma melodia sinistra, sol2 ou sol6, enquanto o arco se arrasta, evolue e em desafino rompe a estratégia das notas.
Uma luz cortante que apaga todas as outras, e à gota d’água se juntam tantas outras. No escuro apenas os dentes brancos aparecem. Obrigado, Deus!
A hora da caça chegou.
-------------------------
Vencedor do Concurso Literário de Novembro 2009 da Comunidade "É Proibido Proibir" (Orkut)
Lá está de novo. Coloco o saco de lixo de volta no vizinho e vou trabalhar, é assim todos os dias. O cachorro do vizinho não deve gostar de ver a merda que produz.
À noite os cães vadios espalham mais adereços na minha calçada, atraídos pelo cheiro. Ao lado tudo limpo.Tenho que persistir na lição, talvez...
Em classe resolvo tentar dar um ânimo, uso uma música conhecida e peço que falem a respeito do que a letra diz, do que podem trazer para o seu dia.
Em casa não funcionou, “troque seu cachorro por uma criança pobre”, ao lado só há amante dos animais.
O aluno no fundo troca algumas palavras com a namorada, a boca no ouvido que ri.
14 anos e grávida, olho por cima dos óculos sem levantar a cabeça, não se pode fazer muita coisa. Difícil levantar a cabeça. Antigamente o problema com balas perdidas era apenas quando elas ficavam coladas nas roupas e estragavam os dentes, hoje a realidade é mais dura que bala puxa-puxa. Essa nem existe mais, fico lembrando os nomes que davam: machadinha, caramelo escolar, vermelhinha...
A jovem mãe sai da sala, nessa altura da gravidez é comum correrem para o banheiro para tantas coisas. Ele se debruça sobre o papel, esfregando o rosto.
Fecho os olhos. Quantos antes não fecharam os olhos para que isso estivesse acontecendo. Há forças incontroláveis em andamento.
Todos começam a sair antes mesmo de terminar a aula, os celulares dão o sinal. Deixam as folhas sobre a mesa e vão. A menina-mãe nem volta, o garoto leva o material, a folha fica sobre a carteira, esquecida, sem importância.
Espero todos saírem e vou recolhê-la.
Sinto na superfície algo diferente, cheiro o pó das letras, não há duvidas. Sento-me desanimado. Olhando para a frente como no tempo em que eu era um deles, quando estava do lado de cá, tentando entender o incompreensível.
Enfurecido, saco a minha arma vermelha e vou sublinhando os erros e aplico um enorme zero no alto da página antes mesmo de terminar de ler.
Então noto algo no verso. Grafado e sublinhado.
Legião é de Legionário, soldado. Urbana é de cidade, favela, refúgio. Soldados encarnam a vida até que a morte chegue. Lutar até morrer
Algumas frases saltam aos meus olhos
Sentia mesmo que era mesmo diferente
Sentia que aquilo ali não era o seu lugar
De escolha própria, escolheu a solidão
Onde aumentou seu ódio diante de tanto terror.
Não entendia como a vida funcionava
Ficou cansado de tentar achar resposta
Vocês vão ver, eu vou pegar vocês
Não boto bomba em banca de jornal
Nem em colégio de criança isso eu não faço não
Se a via-crucis virou circo, estou aqui
Deu cinco tiros no bandido traidor
Fiquei olhando as frases sublinhadas, a resposta no final da página:
Você perdeu a sua vida meu irmão...
Me senti exaurido, inútil como um saco de excrementos devolvido a porta ao lado.
Vejo o embrulho sob a carteira, estend a mão e sinto o aço frio em contato com a pele febril.
Recolho minhas coisas e vou para casa, as palavras martelando na cabeça...
Você perdeu a sua vida meu irmão, essas palavras vão ficar no coração, eu vou sofrer as conseqüências como um cão.
Encaixo uma garrafa pet no cano da arma e salto o muro. A literatura ensina muitas coisas. O meu sorriso é maior que o do cão.
Um caiu sem suspiro, o outro arregalou os olhos e derrubou algumas garrafas.
Arrasto para dentro do banheiro, tiro as minhas roupas e as dele, uso a serra elétrica que nunca me devolveu.
Deixo todos os objetos de valor em vários lixos, os carrinheiros vão fazer a festa. Sacos pretos com excrementos em outros tantos lugares, a noite foi longa, cansativa, cem rumos, sem pistas.
Chego cedo na escola, sem dormir, devolvo a arma limpa no mesmo lugar e deixo a folha sobre a cadeira com dois pequenos acréscimos.
O numero 1 na frente do zero e mais uma frase sublinhada fortemente.
E na escola até o professor com ele aprendeu
Quando eles entram eu saio, há coisas que não se deve ensinar.
Ele forçou a porta, um pouco, que acabou cedendo sem fazer ruído. Caminhou no escuro tomando cuidado para não esbarrar em nada.
Ela estava sentada na copa, um pato assado iluminado por luz de velas, uma taça de vinho ainda cheia, a música suave preenchendo os vazios.
O vestido vermelho, decotado, deixava ver o corpo ainda sensual, apesar de não encobrir algumas marcas da idade. As unhas pintadas de vermelho combinando com o baton, a maquiagem leve, feita com cuidado.
O rosto tinha uma expressão de paz, um leve sorriso de lábios fechados como os olhos. Devia estar pensando nos bons momentos.
Ele sentiu desejo por ela, não havia notado antes o quanto era bonita.
Aproximou-se lentamente e puxou uma cadeira sentando-se, colocou a arma sobre a mesa para que ela visse quando abrisse os olhos.
Ela os abriu lentamente, um pequeno susto inicial, nenhuma outra reação. Teria bebido tanto assim? Não, a garrafa ainda estava cheia.
— Fique tranqüila, vai terminar tudo bem, eu...
— Pegue o que quiser e vá, não importa mais.
— Você não entende. Eu faria isso, antes. Mas ao ver você assim...
Ela franziu a testa, pensativa por um breve instante, então compreendeu.
— Tudo bem. Acho que não tem importância agora, é até um tanto irônico, mas...
Levantou-se e soltou as alças que prendiam o vestido ao seu corpo, deixando que deslizasse até o chão. Deu um passo vestida apenas com a calcinha de rendas e com a sandália de salto alto, afastando-se da mesa. Dando as costas para ele e para a arma.
Ele se aproximou e a enlaçou pela cintura.
— Ele não vem hoje, não é? O que estava comemorando?
— Meu aniversário. Vai fazer muitas perguntas?
Ele a deitou no carpete grosso, despiu rapidamente as roupas, demorando um pouco na máscara, mas resolveu retira-la também.
Fizeram amor por várias horas, suave a princípio, mas logo depois com um desejo incontrolável que explodia e renascia constantemente, até que acabaram por adormecer.
Ele acordou primeiro, o dia já quase raiando. Assustou-se.
Vestiu rapidamente as roupas. Não queria ser visto ao sair.
Cobriu delicadamente o corpo adormecido dela com o vestido vermelho, pegou a taça de vinho sobre a mesa e ergueu um brinde:
— Feliz aniversário, seja qual for o seu nome.
Tomou o vinho e saiu sem levar nada.
Ela sentiu a solidão de novo e acordou. Olhou em volta e pensou que tinha sido um sonho até ver o copo vazio sobre a mesa e a arma ao lado do pato.
Vestiu-se e segurou a arma. A porta da frente se abriu...
— Querida, desculpe, não deu para te ligar ontem. Tivemos uma reunião na empresa, e varamos a noite resolvendo algumas questões. Você vai sair? Está toda arrumada. O que é isso sobre a mesa?
Ela respondeu sem se voltar.
— Pato com Laranja, para comemorar o meu aniversário.
— Seu...Ah, amor, desculpe eu...
Ela se voltou para ele segurando firmemente a arma
Nada contra que as pessoas copiem e utilizem os trabalhos de autores, mas não custa nada dar os créditos a quem os produziu de fato, afinal, respeitar o trabalho do outro faz parte do prazer de poder usufruir desse benefício. Se você concorda com essa idéia, participe desta campanha.
Obrigado,
Danny Marks
Utilize estas imagens em seus blogs, perfis, etc
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Qual o artista que não gostaria de ver a sua obra em uma Galeria? Provavelmente esse é o sonho de todo artista. Mas, e se a Galeria em questão for Sobrenatural?
Aqueles que tem uma idade semelhante a minha devem se lembrar da fantástica série The Twilight Zone que no Brasil foi lançada com o título de “Além da Imaginação”, e outras séries que se inspiraram no mesmo modelo revolucionário.
Eu sou fã incondicional da série, passava madrugadas assistindo os episódios que sempre traziam um conteúdo interessante e diversificado, não o terror puro e simples, algo com a único objetivo de causar susto ou medo, em cada história havia um fundo para reflexão, um olhar mais crítico sobre a vida e as escolhas que se faz. Uma visão verdadeiramente sobrenatural.
50 anos após, Silvio Alexandre e a editora Terracota resolvem homenagear esse trabalho com um livro de contos e convocam os melhores autores nacionais para apresentarem seus textos.
E, sem falsa modéstia, me sinto orgulhoso de poder integrar essa galeria. Sim, meu conto LIMITES foi um dos escolhidos para esta galeria em especial, o que me deixa realmente muito feliz. De fã passei a autor também, e não há nada mais gratificante do que ter a honra de ver o nome ladeado pelos grandes mestres da literatura fantástica nacional.
Nada mal para um menino que demorava a pegar no sono, refletindo sobre as histórias emocionantes de vida e além-vida que assistia nas madrugadas. Uma prova a mais de que o destino existe, mas ele é traçado pelas escolhas que fazemos ao longo de nossa vida e que há um poder oculto nas sombras, esperando para agir tão logo as decisões tenham sido tomadas.
Agora mais uma oportunidade será dada para que as pessoas encontrem-se pessoalmente com esse poder oculto, essa verdade subliminar que nos sorri por entre as sombras e nos observa atentamente em cada ato.
No dia 31 de outubro de 2009, das 15 às 18h30, na Livraria Martins Fontes, na Av. Paulista, 509 - São Paulo será lançada a antologia GALERIA DO SOBRENATURAL – JORNADAS ALÉM DA IMAGINAÇÃO, organizada por Silvio Alexandre. Haverá uma tarde de autógrafos com direito a coquetel e a exibição do primeiro epísódio de Além da Imaginação (1959), de Rod Serling, numa justa homenagem aos 50 anos da série, e também uma palestra sobre a série e sua importância com a jornalista e pesquisadora Fernanda Furquim.
Quer mais? Leia o livro e faça as suas escolhas, e acredite, Você está sendo observado. http://www.terracotaeditora.com.br/index_editora.html
Segundo uma antiga lenda que eu agora vou contar, existiu em algum lugar, uma cidade cercada por um muro altíssimo que não poderia ser escalado e nem derrubado. Ninguém sabia quem havia construído o muro ou qual o motivo dele estar lá, mas como conviviam com ele desde que nasciam, ninguém se importava.
Ou melhor, quase ninguém, porque entre eles nasceu um dia O Incorformado.
O Inconformado era uma pessoa comum, passou sua infância e sua juventude convivendo com o muro, sorria e brincava, trabalhava e pagava suas contas, sofria por amor e tinha lá seus gostos e opiniões como todos. Mas havia uma coisa que o tornava diferente: Não aceitava o Muro que o limitava.
Tudo ia bem, até que um dia o Inconformado decidiu dar um basta na situação: Iria vencer o Muro.
Armou-se de todas as ferramentas necessárias para vencer a barreira e lá foi ele com toda a coragem de que dispunha.
Primeiro tentou escalar o muro, mas provou apenas que isso era mais difícil do que parecia, resolveu golpea-lo e abrir um buraco nele, mas ele parecia ser feito de diamante de tão duro que era. E pouco a pouco suas tentativas foram se frustrando.
Como não podia deixar de ser o boato correu pela cidade e todos foram ver o “Louco do Muro” que dizia que iria atravessa-lo custasse o que custasse.
E a multidão delirava a cada fracasso do Inconformado, alguns o incentivavam a continuar até a morte, outros sorriam balançando a cabeça, os moleques mais perversos lhe atiravam pedras e insultos. Mas o inconformado não desistia, não podia mais suportar a idéia de ter que conviver com o muro.
Pouco a pouco as pessoas da cidade foram perdendo o interesse e voltaram às suas vidas normais, cercadas pelo Muro.
E o Inconformado foi ficando cada vez mais triste e sozinho. Até que um dia percebeu que restava apenas um, ao lado dele.
Olhou o Estranho e não o reconheceu. Não o conhecia, mas isso era impossível, se o Muro era intransponível então como poderia ter vindo de outro lugar?
— Interessante como quando estamos tão próximos de um problema não conseguimos ver a solução — disse o Estranho.
— De onde é você?
O Estranho apenas sorriu e foi andando para longe do muro e o Inconformado o seguiu, curioso.
— Barreiras foram criadas para nos proteger enquanto não estamos aptos para vence-las — disse o estranho sem se voltar para ver se o outro o acompanhava — mas elas podem se tornar uma prisão quando nos conformamos em ficar presos dentro delas. As mesmas paredes que te guardam, te prendem; a menos que você as compreenda e as use corretamente.
— E como farei isso?
— Observe...
Tinham se afastado suficientemente do muro para vê-lo quase por completo, e o inconformado pela primeira vez notou que havia uma irregularidade que nunca havia notado antes. Uma parte do muro parecia se diferenciar do resto, exatamente no local onde ele havia estado à pouco.
— Seu instinto o conduz ao local correto, confie sempre nele, mas apenas a sua razão pode compreender o problema, confie nela também, usando os dois vai aprender sobre o funcionamento do problema e vai conseguir resolve-lo.
Voltaram ao local de onde haviam saído mas agora o Inconformado sabia o que procurar. Empurrou e a parede gentilmente cedeu mostrando uma porta por onde se via uma linda planície. Ele estava livre.
— Sempre soube que havia uma saída, quantos me chamaram de louco, mas aqui está. Vou esfregar essa porta na cara deles....
— E a perderá para sempre. O que ganha ao mostrar a porta para pessoas que não estão preparadas para atravessa-la? Por que tirar a segurança daqueles que apenas isso possuem, sem nada dar em troca? Quando estiverem preparados para ir além eles encontrarão a saída para longe de sua antiga proteção, e poderão trilhar a próxima etapa, e somente então deverão faze-lo. É assim que se tornam mais fortes, vencendo os limites quando estão preparados para faze-lo, e usando seus limites para ficarem confortavelmente seguros enquanto se preparam.
— Quem é você? De onde Veio?
— Vim de um lugar onde haviam limites que superei, não resisti em oferecer ajuda a um irmão de caminhada, podemos andar por um tempo juntos mas logo nossos caminhos se afastarão e cada qual irá buscar o novo limite e tentar supera-lo, talvez nos encontremos de vez em quando, Mas quando o fizermos poderemos nos reconhecer, trocar informações e confiar um no outro.
E dizendo isso atravessou a porta e foi embora.
O Inconformado soube então que tinha que tomar uma decisão, fechar a porta e permanecer em território conhecido e seguro? Ir além e arriscar-se ao desconhecido enfrentando o próximo obstáculo? Ficar e tentar ajudar os outros a superar os seus próprios limites e tornar-se um guia na busca pela porta? Em cada decisão um rumo diferente, um desafio a ser enfrentado, um novo Muro.
Compreendeu finalmente que os Muros eram construídos dentro de cada um, e que serviam sempre para proteger ou aprisionar, conforme fossem usados.
Com um sorriso tomou a sua decisão, pela primeira vez sentia-se livre para ser feliz e encontrar com alegria o próximo obstáculo que lhe indicaria uma nova fase de crescimento.
Eras tão pequenino
Andavas
Indecisos passos
Tropeçavas
Caias.
As vezes choravas,
Um abraço,
um afago,
Superavas a dor, e eu dizia:
-"Vai firme"!
Hoje crescido
Caminhas resoluto
Indecisa agora, sou eu
Temendo pelos seus passos.
Entendas que sofro
Já não posso
Aliviar tuas dores distantes.
Pequenino, tentavas
Vacilante, andavas,
Caias teus tombos
Tua pele rosada, ralavas
Em ti parecia
Que a dor não doia.
Hoje perplexa
Pela velocidade do tempo
Confesso
Teu andar,tua procura
Teu caminhar valente,
Me assustam
Pois me mostram a verdade
Sempre foi só teu e não meu
O teu caminhar!!!!!
A partilha
-
*11 de dezembro - *definido o cardápio, não há motivo para estresse! Se você
ficou responsável pela organização da ceia, é hora de dividir as funções.
Em ...
Lançamento do Cartas do Fim do Mundo
-
Fim de ano me deixa sorumbático.
Mesmo sabendo que foi um bom ano, um ano ótimo para ser mais exato, mas
começa a dar um sono melado, uma melancolia. Isso...
BREVE PENSAMENTO
-
"BREVE PENSAMENTO"
Existe no silêncio um grito de harpas desamparadas como se viúvas da música
das palavras.
Porém não chores a eternidade aprende-se es...
A POSSESSÃO DE DIMITRI
-
Autor: Lino França Jr.
Final de agosto. O afluxo de tempestades naquele meio de estação ao sul do
país parecia não ter fim. O sol dificilmente vencia a...
-
* Meu "novo" Blog, destinado a transcrever as memórias da Deusa Vampira..."Raya Darina Snezhana"!Um Projeto audacioso, no qual tenho a honra de contar com a ...
"O hobbit 2": mais do mesmo (?)
-
Comemorando, atraso, o primeiro aniversário desse novo formato do blog, resolvi retomar um dos meus primeiros posts aqui. Agora, ao invés de apontar os probl...
A Leitora Feliz
-
Conheci a leitora dentro de uma Biblioteca Pública. Ela muito sorridente
logo se prontificou a me indicar os bons livros que já lera. Não falamos
mais nad...
Têm Futebol.
-
Algumas pessoas me perguntam como é que eu posso gostar de futebol.
Argumentam que é um esporte sem sentido, baseado em nada além de sorte, e
afirmam com co...
66. Amrak
-
Os dias passavam lentamente para mim. Thompson tinha se acostumado na
primeira semana, arrumado um emprego junto aos pesquisadores da cidade, e
encontrado ...
Aniversário do Blog e Sorteio de Livros
-
Este mês o Blog Refúgio das Palavras comemora um ano de sua criação. Nascido
com a finalidade de divulgar alguns de meus contos e os livros dos quais
tenho...
Alcatéia
-
Um conto de Márcio Renato Bordin
Em cem metros vire à esquerda!
Ele disse!
Luiz Poleto, o LP, meu navegador.
Quinze anos de parceria agraciada com ...
-
*POESIA*
*Ana Barreto*
*Fazer poesia é falar ao coração*
*Em cada verso, o sentimento*
*A força de cada bom momento*
*Trilhado nos caminhos da emoção*
*É...
Travessia
-
Tela de Paul Klee
Diamante humano
Segue desvairado em abismos.
Desconhecido mar sanguinolento
Busca passagem no contorno final da saída.
Redemoinho d...
Baile para matar aula dava droga a adolescentes
-
*Segundo a polícia, evento de funk servia para aliciar garotos para o
tráfico e meninas para a prostituição
Camilla Haddad *
*
*
A Polícia de São Bernard...
Escolhas
-
Como aceitar que as portas que me são apresentadas diariamente me trazem
oportunidades infinitas de mim mesma, quando o meu vício é achar que ao
aceitá-las...
Lançando um livro
-
Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro: três coisas que se
deve fazer nesta vida, segundo não-sei-quem.
Acho que a única árvore que plantei ...
INTEIRO
-
por
Nazarethe Fonseca
Todos os direitos reservados a Autora®
Eu te desejo inteiro,
No menor gesto e ato.
Provar sua boca,
Tocar seu corpo,
Deixar o tempo...
Ana Cristina Souto
-
*Epitáfio de Ana dos Anjos
*
T*eço a infâmia; urdo o crime; engendro o iodo *
*e nas mudanças do Universo todo Deixo inscrita a memória do meu gérmen!..
( ...
Calendário Interior
-
Claudia Matarazzo escreveu num jornal local, que assina como colunista
semanal, um artigo sobre "slow blogging", o qual achei relevante e
atualíssimo.
O m...
Um Presente Emocionante
-
Fiquei muito feliz ao abrir meu e-mail e verificar alguns comentários neste
blog, um deles trazia um presente que realmente me tocou, um selo que eu
sequ...
(28-06-2009) Ruta Desfiladero de la Hermida a Lebeña
-
Paseo entre el Desfiladero de la Hermida y el pueblo de Lebeña.
Dejamos el coche unos metros antes de entrar en el Desfiladero de la
Hermida, justo en este...
Fiat Voluntas Tua
-
Nesse Sábado dia 06/06/09 foi lançado no Espaço Multifoco o Livro Fiat
Voluntas Tua - Por anjos e demônios, organizado por mim e pela escritora
Rúbia Cunha...
A Vítima Perfeita
-
por Márcio Renato Bordin Quando noite, nossos demônios se libertam, as
mascaras caem, fantasias se desmancham, somos quem não somos, somos quem
realm...
Num Doce pecado Inteiro
-
Forte sede que maltrata
Pingo de água não mata
Carícias interrompidas
Criam ânsias desmedidas
Agora estou transformado
Por nosso meio pecado
Num pássaro de...
-
O tempo passou , mas está apenas começando.
Passamos a primeira fase e com isso ganhamos mais experiência queridos
acadêmicos. Façamos do próximo semestre ...
FlashSala...
-
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Texto dedicado a Rafael Ribeiro Abreu:)
À pedidos de Maria Hilma ...
AS ROSAS DA MINHA VIDA
-
Não existe forma melhor de representar uma mulher do que com uma rosa.
As duas mulheres que mais admiro, e que são a inspiração da minha vida são
perfeitame...
FILHOS DE GALAGAH EM SANTOS
-
Fala meu povo! Hoje, uma bendita sexta-feira, dia de descansar do nada que
cansei durante essa semana carnavalesca, venho até vossa pessoa para
informar...
O inferno os aguarda...
-
A luz pisca e em seus olhos se mantêm uma imagem em formato arredondado, que
brilha quando a luz se apaga completamente. Os sussurros o chamam e ele
segue,...
Inspirações...
-
Tudo que me inspira...
Oral...
Amor...
Fantasias...
Em qualquer hora e em qualquer lugar...
Deixá-lo bem louco de tanto desejo... Selvagem... Por que não?
...
Narrativas Curtas
-
“Vende-se: Sapatos de bebe, nunca usados.”
(Hernest Hemingway)
Esse provavelmente é o mais famoso exemplo de narrativa breve já conhecido.
São seis pala...
O Escudeiro - Parte II
-
"Deixei-a deitada em sua cama, tentando faze-la dormir, com promessas vazias
de que as coisas melhorariam. A jornada que eu deveria seguir era longa e se
e...